SUCESSO DA ADUBAÇÃO VERDE, POR MEIO DAS CROTALÁRIAS, ESTÁ LIGADO A ESCOLHA DA ESPÉCIE MAIS ADEQUADA

Dentre as mais de 300 espécies de Crotalária existentes no mercado, três se encontram como as preferidas do setor: C. spectabilis, C. juncea e C. ochroleuca. A escolha irá depender dos objetivos de cada produtor/usina.

A Crotalária juncea, segundo o pesquisador da Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (APTA), da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, Denizart Bolonhezi, é a espécie mais utilizada como adubo verde nas áreas de produção de cana-de-açúcar, devido a sua alta produção de biomassa e fixação de nitrogênio no solo. Ela também é bastante útil no combate aos nematoides das galhas (Meloidogyne incógnita e M.javanica), não controlando, porém, os das lesões radiculares (Pratylenchus Zeae). “A alta exigência de fósforo por esta espécie faz com que seu potencial de produção em solos muito fracos seja menor.”

Já a Crotalária spectabilis é a que mais vem ganhando espaço no meio canavieiro. Bolonhezi explica que, embora ela produza menos fitomassa que a C. juncea e, por consequência, fixe menos nitrogênio, essa espécie é uma poderosa arma no controle de nematoides. “Quando a fêmea dessa praga entra no sistema radicular da planta, é formado um invólucro que a prende, impedindo-a de infectar outras raízes. Por isso, ela é tão eficiente na redução de altas populações.”

Por fim, a Crotalária ochroleuca. O pesquisador da APTA afirma que a fixação de nitrogênio por parte dessa espécie é maior do que a registrada na C. spectabilis, entretanto, sua eficiência no controle de nematoides é menor. Uma de suas principais vantagens é o fato de ela não ter problema com oídio, uma doença que ataca algumas espécies de Crotalária, desfolhando-a totalmente, o que dá espaço para penetração de luz, estimulando assim a germinação de plantas daninhas. “O amplo fechamento e sombreamento da área fazem da C. ochroleuca uma excelente espécie para diminuição do mato.”

Bolonhezi alerta, ainda, que em algumas regiões onde os solos são suscetíveis a erosão, existe algumas recomendações para que as Crotalárias não sejam utilizadas, já que elas supostamente causariam problemas desse tipo, em especial a C. spectabilis, devido a uma maior demora para seu pleno estabelecimento.

“Como a erosão é um problema sério, algumas empresas começaram a substituir as Crotalárias por gramíneas, que tem fechamento mais rápido e melhor cobertura e proteção de solo durante o período chuvoso. O argumento é até plausível, mas, com a substituição, os benefícios decorrentes dessas espécies de adubo verde acabam se perdendo.”

A solução proposta pelo pesquisador é o uso de um manejo de solo conservacionista, em que a área ficará protegida e os benefícios da Crotalária, como fixação de nitrogênio e controle de nematoides, serão assegurados.

Fonte: CanaOnline

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