USINAS DO CENTRO-SUL VENDEM 13% MENOS DE ETANOL EM MARÇO, DIZ UNICA

As vendas de etanol pelas unidades produtoras da região Centro-Sul do Brasil somaram 2,30 bilhões de litros em março, dos quais 2,15 bilhões de litros foram destinados ao mercado interno e 148,62 milhões de litros para exportação. Os dados são do último levantamento da safra recém-encerrada, divulgados nesta terça-feira, 14, pela União das Indústrias de Cana-de-Açúcar (Unica). Em relação ao mesmo mês de 2019, quando foram vendidos 2,64 bilhões de litros, houve queda de 12,94%.

Conforme a Unica, o volume direcionado para o mercado externo no mês representa uma queda de 3,97% ante março de 2019 (154,77 milhões de litros), com 148,62 milhões de litros comercializados em março de 2020.

No acumulado de abril de 2019 até o fim da safra 2019/20, em 31 de março, o volume comercializado foi de 33,26 bilhões de litros, 7,08% maior do que o contabilizado na temporada 2018/19, de 31,06 bilhões de litros. O País teve um crescimento de 17% nas exportações, que atingiram 1,91 bilhão de litros em toda a safra. Já para o mercado interno, foram destinados 31,35 bilhões de litros.

Mercado interno

O volume comercializado de etanol anidro no mercado interno caiu 4,78% em março de 2020 na comparação interanual, para 774,85 milhões de litros, com menos de 400 milhões de litros calculados na última metade do mês.

Quanto ao etanol hidratado, a queda nas vendas para consumo doméstico foi de 17,75% em março, com as vendas alcançando 1,37 bilhão de litros, contra 1,67 bilhão de litros em março de 2019. “Nos últimos 15 dias de março, as vendas de etanol hidratado totalizaram 671,81 milhões de litros, redução de 20,81% relativamente aos 848,35 milhões de litros observados em igual quinzena de 2019”, informou a entidade em nota. Se comparado com o mês anterior, que possui menos dias úteis disponíveis para comercialização, o recuo chega a 23,39%, com 62,41 mil litros diários vendidos em março ante 81,46 mil litros diários em fevereiro.

No comunicado, a Unica destaca que a redução nas vendas das usinas sinaliza o comportamento do consumo, mas a queda real na demanda por combustíveis no mês de março será conhecida com os dados de vendas das distribuidoras, que serão divulgados pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). Com a retração consumo e nos preços, decorrentes das medidas de contenção do coronavírus e da disputa entre Rússia e Arábia Saudita no mercado de petróleo, “apesar do recorde no ciclo 2019/2020” a safra 2020/2021 está sendo iniciada “em um contexto de total incerteza e preocupação”, afirma o diretor Técnico da Unica, Antonio de Padua Rodrigues.

A entidade reforça a necessidade de medidas emergenciais para aumentar a competitividade do etanol, além de recursos financeiros que facilitem o armazenamento do produto para minimizar os efeitos das crises na indústria. “Se a situação atual permanecer, empresas podem paralisar as suas atividades, impactando severamente a comunidade local, seus colaboradores, fornecedores e toda a cadeia”, diz em nota.


Fonte: Estadão Conteúdo

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