NOVAS VARIEDADES DE CANA COMPROVADAMENTE SÃO MAIS PRODUTIVAS, ENTREGANDO MAIOR TAH NA MÉDIA DE CINCO CORTES

Com a adoção das variedades modernas já disponíveis no mercado, a produção de açúcar no setor poderia ser elevada em até 25%

“Só adotamos variedades quando elas ficam velhas.” Essa é a realidade atual do setor na visão do gerente de desenvolvimento de produto do Centro de Tecnologia Canavieira (CTC), Mauro Violante. “Podemos claramente observar que, na última década, tivemos poucas ou insipientes mudanças em nossos planteis varietais. Coincidentemente ou não, as médias de Toneladas de Açúcar por Hectare (TAH) permaneceram estagnadas nesse período.”

Análises divulgadas pela companhia atestam que, apenas adotando as variedades modernas já disponíveis no mercado, a produção de açúcar no setor poderia ser elevada em até 25%. A média brasileira sairia das atuais 9,9 ton/ha para 12,4 ton/ha. “Um fato ainda mais positivo quando levado em conta de que esse incremento se daria sem que houvesse a necessidade da realização de grandes investimentos.”

De acordo com Mauro Violante, apenas adotando as variedades modernas já disponíveis no mercado, a produção de açúcar no setor poderia ser elevada em até 25%

Para o consultor do IAC, Rubens Braga Jr., o segmento ainda utiliza variedades “consagradas” pois seu manejo – antigo - é favorecido por elas. “Os produtores e usinas precisam atualizar, não somente seu plantel, mas também seus manejos. Novos sistemas, como as Mudas Pré-Brotadas (MPBs) e a Matriz do Terceiro Eixo, se beneficiam muito mais de materiais modernos, além de permitirem sua rápida introdução.”

Para o pesquisador Roberto Chapola, da Ridesa/UFSCar, o produtor gosta de segurança na hora de realizar um novo plantio. Talvez, por esse motivo, ele acabe apostando em variedades que já conhece, principalmente em ambientes restritivos, em que o portfólio disponível não é tão grande. “Por isso, é fundamental incentivarmos a cadeia sucroenergética a testar novos materiais, dando chance para que eles mostrem a que estão vindo.”

Roberto Chapola: “É fundamental incentivarmos a cadeia sucroenergética a testar novos materiais, dando chance para que eles mostrem a que estão vindo”

Ele ressalta que, alocando num ambiente correto e manejando adequadamente com novas técnicas e ferramentas, as variedades modernas tendem sim a ser mais produtivas do que as antigas. “A 7515, queira ou não, ainda é um material que entrega em condições restritivas. Mas já temos outras opções que também performam bem nesses solos. Daí a importância da experimentação, pois é ela que dará ao produtor um respaldo se aquele material vai conseguir ou não substituir suas variedades de longa data.”


Fonte: CanaOnline

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