Brasil deve processar 661 milhões de toneladas na safra 17/18, segundo a Datagro

A Datagro reduziu sua projeção para a safra atual, que se encerra no dia 31 de março, projetando moagem de 652,60 milhões de toneladas no país, volume 0,5% abaixo da estimativa feita em dezembro, que foi de 655,96 milhões de toneladas. Com 46,9% da matéria-prima direcionada para a fabricação de açúcar, a produção da commodity deve chegar a 38,74 milhões de toneladas; de etanol, 27,19 bilhões de litros e o ATR (Açúcares Totais Recuperáveis) deverá ser de 86,73 milhões de toneladas por hectare.

No caso do Centro-Sul, a moagem foi revisada para 605,5 milhões de toneladas, cerca de três milhões a menos do previsto no final de 2016; a produção de açúcar ficará em 35,62 milhões de toneladas; a de etanol, incluindo etanol de milho, será de 25,56 bilhões de litros e o ATR de 80,66 milhões de toneladas, o que representa uma queda de 0,6% em relação a estimativa anterior. Já o mix tende ligeiramente para o açúcar ficando em 46,3%. Segundo o presidente da consultoria, Plínio Nastari, o déficit hídrico nos meses de abril, julho e setembro passado, aliado à falta de manejos adequados, devido à crise do setor, impactou o desenvolvimento fisiológico da cana.

"É preciso lembrar que os preços não haviam reagido até 2015, mas agora, no geral os canaviais já refletem a melhora nos tratos culturais, apesar do aumento da idade média", explicou, dizendo ainda que no caso do Nordeste, a falta de chuva desde o mês de junho impactou as condições da lavoura canavieira, especialmente as áreas a serem colhidas na segunda metade da safra nos estados de Alagoas, Pernambuco e Paraíba, sendo que em algumas em regiões com soqueiras indicam sinais de stress com internódios curtos.

"Para a safra 17/18 estamos observando um bom desenvolvimento das soqueiras, mas vamos ver que as canas que serão moídas no início do ciclo sofreram os impactos da deficiência hídrica em alguns meses de 2016 e o impacto das geadas que aconteceram em julho", disse o consultor, afirmando que estão levando em conta entre 8 a 10 milhões de toneladas de cana bisada para a estimativa da nova temporada.

Portanto, a safra canavieira a ser iniciada em abril a nível Brasil deverá ser de 661 milhões de toneladas de cana; ter uma produção de açúcar de 40,10 milhões de toneladas; uma produção de etanol de 26,91 bilhões de litros; oferta de ATR de 87,62 milhões de toneladas e um mix para açúcar de 48,0. "O volume não ultrapassa o recorde anterior, que foi de 672 milhões de toneladas, na safra 15/16, é um pouco acima da que estimamos para a safra atual", disse.

No caso do Centro-Sul, os dados apontam para uma safra aproximadamente igual a 16/17, com um mix ligeiramente mais tendendo para açúcar, com 47,4%: moagem de 612 milhões de toneladas de cana, produção de açúcar de 36,80 milhões de toneladas, produção de etanol, incluindo etanol de milho, de 25,31 bilhões de litros e uma oferta de ATR de 81,40 t/h. O presidente da DATAGRO disse ainda que dados da consultoria indicam uma ligeira recuperação da produtividade acumulada até o final da safra 17/18 no Centro-Sul, com possível evolução ao longo do ciclo.

"Nós vamos ver um canavial no início da temporada menos produtivo do que o usual, mas na medida que a gente for caminhando em direção ao meio e ao final da safra, nós devemos observar canaviais com maior produtividade refletindo exatamente esta condição climática favorável e aplicação de tratos culturais mais adequados do que ocorreu nos dois anos anteriores", explicou, afirmando que o rendimento agrícola médio para a região Centro-Sul deverá ser em torno de 79 toneladas por hectare. O consultor vê ainda a possibilidade de alteração do mix de produção em função da possibilidade de ocorrerem ajustes no preço dos combustíveis ao longo da safra.

"Existe essa possibilidade, pois está previsto um aumento do preço da gasolina no mercado norte- -americano no próximo verão, o que coincide com o pico da safra na região Centro-Sul. Se esses aumentos de preços na gasolina forem repassados para o preço na refinaria, isso pode criar uma condição de recuperação de competitividade do etanol em relação à gasolina, dependendo da combinação de gasolina e taxa de câmbio.

Se houver essa recuperação de competitividade e aliada a um consumo de etanol acima do patamar de 1,1 bilhão de litros por mês, poderá haver incentivo para que os produtores direcionam mais a ATR para a produção de etanol e aí poderemos ver um direcionamento desse mix mais para a produção de etanol", concluiu.

Unica afirma que produção no Centro-Sul do Brasil chega a 589,35 mil toneladas na 2ª quinzena de janeiro de 2017

A quantidade de cana processada pelas unidades produtoras da região Centro-Sul atingiu 589,35 mil toneladas na 2ª quinzena de janeiro de 2017, segundo a Unica (União da Indústria de Cana-de-açúcar). Nesse mesmo período, a produção quinzenal de açúcar totalizou 11,36 mil toneladas e o volume fabricado de etanol atingiu 44,76 milhões de litros, dos quais 9,36 milhões de litros de etanol anidro e 35,40 milhões de litros de hidratado. No acumulado desde 1º de abril a 1º de fevereiro, o total processado atingiu 593,82 milhões de toneladas, valor ligeiramente inferior a quantidade processada na safra 2015/16 (-0,11%).

A produção acumulada de açúcar alcançou 35,25 milhões de toneladas, enquanto que a fabricação de etanol totalizou 25,02 bilhões de litros, com 10,57 bilhões de anidro e 14,45 bilhões de hidratado. Já a produção de etanol de milho na 2ª quinzena de janeiro somou 15,72 milhões de litros, sendo 1,96 milhão de litros de anidro e 13,77 milhões de litros de hidratado. No acumulado da safra 2016/17 a produção totaliza 169,54 milhões de litros.

Nos últimos 15 dias de janeiro, duas unidades que haviam concluído a safra no final de 2016, voltaram a processar cana-de-açúcar. Com isso, foram contabilizadas 12 usinas em atividade no Centro-Sul no período, sendo cinco no Mato Grosso do Sul, quatro em São Paulo, uma em Goiás, uma em Minas Gerais e uma no Paraná. Para a próxima quinzena espera-se que 11 unidades continuem as atividades.

As vendas de etanol pelas unidades produtoras do Centro-Sul somaram 964,55 milhões de litros em janeiro, sendo 44,20 milhões de litros destinados à exportação e 920,35 milhões de litros ao mercado doméstico. No mercado interno, em janeiro de 2017 versus dezembro de 2016, tanto o volume mensal comercializado de etanol anidro como o de hidratado apresentaram retração. As vendas de anidro somaram 851,70 milhões de litros, registrando queda de 6,06%, enquanto que as saídas de hidratado atingiram 899,14 milhões de litros, sinalizando uma forte retração de 20,02%.


Fonte: Texto extraído da revista Canavieiros

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