Produção agrícola está dando resposta muito forte à economia do país

O secretário de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, Neri Geller, afirmou nesta terça-feira, 10, que, em um ambiente de crise, a "produção agrícola está dando uma resposta muito forte à economia do País". Geller chamou atenção ainda para o fato de as projeções de safra estarem aumentando "mês após mês".

"Se o clima se consolidar na forma que está vindo, teremos mais notícias boas", afirmou o secretário, durante apresentação, pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), do 4º Levantamento da safra 2016/2017. A estimativa de produção total, considerando a soja e outros grãos, é de 215,3 milhões de toneladas. Isso representa um aumento de 15,3% ou 28,6 milhões de toneladas em relação à safra anterior.

No caso da soja, a projeção é de crescimento de 8,7% na produção, para 103,8 milhões de toneladas. "Se o clima se consolidar na forma que está vindo, teremos mais notícias boas. Estamos bastante otimistas em relação à safra recorde", disse Geller, que destacou ainda o desempenho da soja. "O número da soja, de 103,8 milhões de toneladas, não era esperado tão rapidamente", pontuou.

Em contrapartida, conforme o secretário, os preços da cesta básica estão caindo em virtude da recuperação vista na atual safra agrícola. Durante coletiva de imprensa para apresentação dos números, o superintendente de Informações do Agronegócio da Conab, Aroldo Antônio de Oliveira Neto, destacou, ainda, o fato de a projeção de safra ter saltado de 213 milhões para 215,3 milhões do 3º para o 4º levantamento da Conab.

De acordo com ele, o 1º e o 2º levantamentos levam em conta apenas métodos estatísticos, já que os produtos estão em fase de preparo e plantio. Já o 3º incorpora a produtividade real, vinda do Sul do País, e o 4º levantamento já considera a produtividade em outras regiões do País.
IBGE
A produção de algodão herbáceo poderá ser recorde neste ano, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que divulgou nesta terça-feira, 10, o Levantamento Sistemático da Produção Agrícola e o terceiro prognóstico da Safra 2017. A estimativa é de crescimento de 6,9% da produção em relação a 2016, alcançando 3,6 milhões de toneladas.

Apenas em Mato Grosso, principal produtor, o crescimento projetado é de 1,4%, enquanto na Bahia espera-se aumento de 15% em relação a 2016. A previsão para o arroz é de produção de 11,59 milhões de t e área plantada 2% menor, o que representa um rendimento médio de 5.920 kg por hectare (ha).

No Rio Grande do Sul, responsável por 71,8% da produção nacional, devem ser colhidos 8,32 milhões de t. Em Santa Catarina, segundo maior produtor nacional, a produção estimada é de 1,08 milhões de t. O IBGE destacou, ainda, a estimativa de produção do feijão em grão, de 3,3 milhões de t, o que significa aumento 26,9% em relação a 2016.

"Esse expressivo crescimento resulta do acréscimo na área a ser colhida, estimada em 1.792.603 hectares (ha), 23,9% maior que no período anterior, quando muitas lavouras da região Nordeste foram afetadas pela seca. O aumento das estimativas de área plantada e da área a ser colhida decorre também do bom preço do produto, que se manteve em um patamar elevado durante 2016", informou. Já a projeção para o café é de produção de 2.666.727 toneladas neste ano, ou 44,4 milhões de sacas de 60 kg, com destaque para o arábica, que responde por 80,1% do total (2.153.410 t) e deve ter a colheita reduzida em 16,7% comparado a 2016, quando as condições climáticas favoreceram a cultura.

"Além disso, 2016 foi considerado ano de bienalidade positiva, ou seja, quando as lavouras apresentam maior resposta em termos de produção, característica fisiológica intrínseca a esse tipo de café, que alterna ano de produção alta com ano de produção baixa", informou o IBGE.

A produção do café conillon, no entanto, deve crescer. É esperada alta de 9,6% diante da produção de 513.317 t no ano, por conta da safra comprometida no Espírito Santo, maior produtor, em 2016, por conta da seca "que assolou os principais municípios do Estado", segundo o comunicado do instituto.


Fonte: Estadão Conteúdo

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