Em meio à recessão e crise política, governo anuncia pacote para economia

Em meio à recessão econômica e à crise política, desencadeada com depoimento que o ex-executivo da Odebrecht Cláudio Melo Filho enviou ao Ministério Público, o governo federal anunciou um pacote de medidas para aumentar a produtividade das empresas, desburocratizar procedimentos e tentar estimular o nível de atividade e a geração de empregos.
"São medidas que foram estudadas e pensadas pela area econômica do governo também para aumentar a produtividade do país e em consequência combater o desemprego (...) Dissemos que em um determinado momento iríamos trazer medidas que ativassem a economia", disse o presidente Michel Temer.
Segundo ele, uma das medidas, conforme já foi antecipado nesta quarta-feira (14) pelo ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, trata da regularização de dívidas relativas a tributos de empresas e pessoas físicas com o governo.
"Há muitos devedores do Fisco, com passivos tributários expressivos, e há pessoas físicas que detêm o mesmo passivo tributário. Esse programa alcança tanto as pessoas jurídicas quanto as pessoas físicas. O objetivo naturalmente com essa regularização é permitir que as empresas e pessoas fisicas se programem ao longo do tempo para fazer pagamentos parcelados e obterem novos crédito, que no momento são vedados pela não regularização de passivos tributários", declarou ele.
Michel Temer também anunciou uma medida, que de acordo com ele necessita de aprovação da área econômica, que ele chamou de "diferenciação" de preços para diferentes meios de pagamentos (cartão de crédito, dinheiro ou cheque, por exemplo). "Hoje há uma queixa muito grande de quando alguém vai à uma loja porque não pode receber desconto se pagar com cartão de crédito. Se pagar com, dinheiro ou cheque recebe", afirmou ele.
Outra medida anunciada pelo presidente da República é a distribuir metade do lucros do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) para os trabalhadores. "Ou seja, quando houver lucros, uma parte dos lucros continuará depositada e a outra metade será disponibilizada par ao trabalhador pagar dividas que tenha ou fazer uma outra utilização", afirmou ele.
Ainda sobre o FGTS, ele anunciou a redução gradual da multa adicional de 10% - que é paga pelos patrões no momento da demissão dos trabalhadores, acima dos 40% que vão para os empregados - com o passar do tempo. Segundo ele, a ideia é reduzir esses 10% na razão de um ponto percentual ao ano para desonerar os empresários


Fonte: Portal G1

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