Roberto Rodrigues: é hora de incorporar tecnologia ao setor de cana

O coordenador do Centro de Agronegócio da Fundação Getulio Vargas (GV Agro) e ex-ministro da Agricultura Roberto Rodrigues, avaliou nesta terça-feira, 20 que o cenário positivo para o setor sucroenergético deve durar entre dois ou três anos. Neste período é necessário, segundo ele, fazer investimentos para incorporar a tecnologia na produção.
"Nas crises a gente não incorpora, mas cria tecnologia e se associa para resolver os problemas. Portanto, neste momento bom para cana-de-açúcar, mas que tem curta duração, está na hora de incorporar essa tecnologia e gerar uma alavanca da competitividade, uma nova onda que permita ao Brasil mudar o cenário agroenergético mundial", disse Rodrigues durante o 10º Congresso Nacional da Stab - Sociedade dos Técnicos Açucareiros e Alcooleiros do Brasil (Stab), em Ribeirão Preto (SP).
O ex-ministro lembrou de outras épocas de crise na indústria canavieira, como nas décadas de 1960 e 1970, para citar o surgimento de centros de tecnologia e pesquisa em cana-de-açúcar e ainda o desenvolvimento dos motores a etanol no País. "Nas crises, a partir da união dos produtores, surgiram entidades de pesquisa como o CTC (Centro de Tecnologia Canavieira), por exemplo, e toda a tecnologia gerada depois foi sendo incorporada ao setor. Surgiram também os motores a álcool", disse Rodrigues.
Na palestra, Rodrigues afirmou que a cadeia produtiva de cana, açúcar e etanol ainda tem questões a serem discutidas e resolvidas, entre elas as definições de prioridades para a comercialização do etanol, se no mercado externo ou interno, bem como de um modelo de produção da própria cultura com a participação do fornecedor independente. "Ter fornecedores de cana é uma maneira de distribuir riqueza. Mas, infelizmente, muitas usinas procuram esmagar esse fornecedor", criticou Rodrigues, cuja família produz e fornece cana em Guariba (SP).
O ex-ministro defendeu ainda a necessidade de se definir qual o papel do etanol brasileiro na matriz de combustíveis do País, mas antes cobrou a definição, por parte do governo, da própria matriz energética brasileira. "Se não há uma resposta de qual a matriz energética que o Brasil quer seguir, imagine qual o papel na matriz do etanol?", indagou.


Fonte: Estadão Conteúdo - extraído do Portal Faesp/Senar

Rua Caraguatatuba, 4.000 Bloco 2 / CEP 14078-548 / JD Joquei Clube / Ribeirão Preto / SP

16 3626-0029 / 3626-0241 / contato@assovale.com.br

Criação de sites GS3