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Boletim Diário da Soja | Assovale - Associação Rural Vale do Rio Pardo

Boletim Diário da Soja

Bolsa de Chicago (CBOT)
Os valores dos contratos futuros da soja negociados na bolsa de Chicago foram negociados nos níveis mais alto em quase dois meses, ultrapassando
a barreira psicológica de US$9/bushel por renova demanda de exportação para a China e preocupações com as condições climáticas globais.
A soja para novembro/15 encerrou em alta de 26,50 centavos de dólar, a US$9,14/bushel, bem próximo da máxima de US$9,15/bushel. Compras
técnicas aceleraram conforme o contrato ultrapassou a média móvel de 50 dias próximo de US$8,93/bushel e depois a marca de US$9/bushel. O
mercado ampliou ganhos após o Departamento de Agricultura dos EUA confirmar a venda de 240 mil toneladas de soja para a China. Os recentes
números de importações de soja por parte da China demonstraram que o apetite do gigante asiático se mostra longe de diminuir, sobretudo pelo
fato dos preços do grão acumularem fortes perdas neste ano de 2015. A China encerra o ciclo 2014/15 tendo o maior adquirido do mercado um
embarque da recorde histórico de 78,36 milhões de toneladas, ficando acima das expectativas do mercado de no máximo 77 milhões. Os agentes
do mercado também estão de olho no andamento do plantio da safra brasileira assim como nas condições climáticas adversas em toda a região
produtora de grãos da Ásia, Austrália e Mar Negro.
Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F)
Os valores dos contratos futuros de soja negociados na BM&FBovespa iniciaram esta curta semana com forte alta, acompanhando os ganhos
acumulados nos preços internacionais da oleaginosa. Os minis contratos de soja, atrelados diretamente ao comportamento da bolsa norteamericana,
com vencimento em novembro/15, encerrou o dia cotado a US$20,14/saca, com ganho diário de 3,18% em relação ao fechamento da
sessão passado, ao passo que o vencimento maio/16 teve alta de 2,93%, a US$20,39/saca. A firmeza dos preços externos da soja foi balizada pela
aquecida demanda pelo grão, sobretudo por parte da China, associada ao atraso no plantio da safra brasileira.
Dólar (US$)
O dólar encerrou a sessão desta terça-feira com forte valorização, fechando a sessão com a maior alta diária em mais de quatro anos, refletindo as
fortes incertezas em torno da eventual abertura de processo de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff e o ambiente de aversão a risco
nos mercados externos. O dólar avançou 3,58%, a R$3,8935 na venda, maior avanço diário desde 21 de setembro de 2011, quando subiu 3,75%. Na
máxima da sessão, foi a R$3,8962. Na semana passada, a moeda norte-americana havia acumulado perdas de 4,74%. O Supremo Tribunal Federal
(STF) concedeu nesta terça-feira liminares que, na prática, seguram momentaneamente o desenvolvimento de eventual processo de impeachment
de Dilma, que ganha mais tempo em meio à intensa disputa política que trava no Congresso. Se a decisão do STF não interfere no poder do
presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), de deliberar sobre os pedidos do impeachment, na prática deixa incerto o plano da oposição
de apresentar recurso em plenário para eventual rejeição de Cunha ao pedido de impeachment, como era o script elaborado pelos oposicionistas.
A perspectiva de que o Congresso deve demorar para votar os vetos presidenciais que têm impacto sobre as contas públicas também provocou
apreensão entre os investidores. A incerteza local somou-se ao mau humor nos mercados externos. Uma queda mais forte nas importações da
China, importante referência para investidores em mercados emergentes, em setembro deixou economistas divididos sobre a performance do setor
comercial do país, apesar de as exportações terem caído menos que o esperado. Com isso, o dólar subia cerca de 1% contra moedas como os pesos
chileno e mexicano.
Mercado Interno
No Brasil, a junção positiva orquestrada pela valorização da commodity no mercado externo somado a forte alta do dólar frente a moeda brasileira
trouxe de volta as indicações de compra aos patamares recordes verificados nas semanas anteriores. Porém, as fortes altas nos preços da oleaginosa
não chegaram a desencadear movimentos mais consistentes de liquidez. De certa forma, as poucas efetivações do dia foram limitadas, visto que a
acentuada valorização do grão se deu apenas na etapa final da sessão desta terça-feira. Vale ressaltar, que os produtores ainda estão cautelosos em
efetivar novos operações devido ao spread entre os preços de compra e venda. No spot, os relatos de negócios limitaram-se a algumas praças onde
as condições de oferta e demanda mais críticas. No Triângulo Mineiro, em algumas regiões do GO, e nos estados de PR e RS, a demanda por lotes
remanescentes ainda chega a favorecer a ocorrência de operações. A quebra em GO e MG gerou déficits nos estoques, a muitas indústrias estão
buscando ofertas no MT. No PR, a demanda é ditada pelas processadoras, que trabalham com indicações de compra acima da paridade de
exportação. No interior gaúcho, a presença de exportadores ainda tem gerado fortes impactos nos preços da soja ao acirrar a disputa por ofertas
remanescentes. No MAPITOBA, o mercado disponível já não é mais referência. Em relação as vendas antecipadas, os negócios continuaram pouco
representativos. Mesmo com a forte alta nas indicações de compra, não houve melhora significativa na dinâmica destas operações.
Comentários
O resultado dos embarques de soja grão na duas primeira semana de outubro diminuíram em relação ao resultado de setembro, obedecendo um
comportamento típico da época, quando os EUA passa a ser o principal fornecedor em função da colheita ao mesmo tempo em que os estoques
nacionais estão mais ajustados. Porém, diferente de igual período do ano passado, os embarques continuaram a demonstrar consistência. Nas duas
primeiras semanas do mês, com sete dias úteis (01 a 11), as exportações de soja em grão somaram aproximadamente 1,2 milhão de toneladas de
acordo com dados divulgados na SECEX. A exportação no período resultou um embarque médio diário de 170,7 mil toneladas, que equivale a um
volume 3,2% inferior ao mês passado, mas 430% superior aos embarques de outubro de 2014 inteiro. A boa demanda pelo produto nacional, segue
favorecida inclusive pelo câmbio e a consistência decorre da concentração dos compradores globais no Brasil, sobretudo a China. Projeções
internacionais apontam que a moeda brasileira caiu cerca de 60% em relação à divisa chinesa, deixando os preços da soja do Brasil com os preços
mais baratos desde 2008 para os compradores chineses. O resultado da primeira semana de outubro elevou o acumulado do ano para um recorde
de 50,75 milhões de toneladas, já próximo da última estimativa revisada pela CONAB, que havia previsto exportações em 50,8 milhões de toneladas.
Em 2015, a exportação de soja deverá fechar com embarques recordes no país superior de 52 milhões de toneladas, ante 45,7 milhões em 2014.
Restando mais três semanas para encerrar o mês de outubro, caso esse ritmo se mantenha, o Brasil pode embarcar o período escoando próximo de
3 milhões de toneladas neste mês, atingindo um recorde para o período e cinco vezes superior ao volume embarques em outubro do ano passado.

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