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Boletim Diário do Milho | Assovale - Associação Rural Vale do Rio Pardo

Boletim Diário do Milho

Bolsa de Chicago (CBOT)
Os valores dos contratos futuros do milho negociados na Bolsa de Chicago cederam ligeiramente após tocar uma máxima de um mês por expectativas de
uma produção menor nos EUA por causa das úmidas condições de desenvolvimento. O milho para dezembro/15 caiu 3 centavos de dólar, para
US$3,90½/bushel, declinando pela primeira vez em sete sessões, que havia sido a mais longa série de altas em 11 meses. O mercado do cereal repercutiu
dados do relatório de acompanhamento de safra do USDA, o qual manteve estável os índices de condições das lavouras de milho nos EUA. De acordo
com dados do departamento norte-americano, as lavouras em condições boas e excelentes perfazem 68% da área cultiva na temporada 2015/16, mesmo
número da semana passada. Os agentes do mercado aguardavam que novos cortes pelo fato de ainda se observar um clima adverso em algumas regiões
do Meio Oeste dos EUA. Por outro lado, o movimento do dia teve caráter muito mais técnico, sobretudo pela condição de sobrecompra, visto que as
recentes altas acumuladas promoveram uma melhor dinâmica no mercado físico dos EUA.
Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F)
Os valores dos contratos futuros de milho negociados na BMF&Bovespa encerraram a sessão desta terça-feira com variações mistas. O vencimento
novembro/2015, o qual passou a balizar os contratos com lotes da segunda safra brasileira encerrou o dia cotado a R$35,98/saca, com valorização de 0,73%
em relação ao fechamento da sessão anterior, ao passo que o vencimento maio/16, registrou recuo diário de 2,28%, cotado a R$34,71/saca. No spot, o
mercado do cereal ainda tem sido influenciado pela paridade de exportação, valorizada pelo comportamento do dólar no Brasil. Neste contexto, as
perspectivas de grandes embarques ao mercado externo ainda seguem presentes e ganham cada vez mais repercussão num momento onde o país
encerrou sua colheita e dispõe de elevados estoques.
Dólar (US$)
O dólar fechou com forte alta sobre o real nesta terça-feira, com investidores preocupados com a perspectiva de as medidas fiscais anunciadas na véspera
não sobrevivam ao Congresso e adotando cautela antes da reunião do Federal Reserve, banco central norte-americano, nesta semana e que pode anunciar
aumento na taxa de juros. O dólar avançou 1,28%, a R$3,8626 na venda, revertendo boa parte da queda na véspera, de 1,63%, quando o mercado reagiu
bem às medidas, com a avaliação de que esforço fiscal poderia evitar que o Brasil perdesse o selo de bom pagador por outras agências de classificação de
risco além da Standard & Poor's. O governo anunciou na véspera um pacote de medidas fiscais de R$65 bilhões, com o objetivo de garantir superávit
primário em 2016 e resgatar a credibilidade das contas públicas. A principal proposta é a recriação da polêmica CPMF, imposto sobre operações financeiras,
que deverá ter tramitação difícil no Congresso Nacional. O analista da Moody's, Mauro Leos, informou em comunicado nesta terça-feira que as medidas
pelo governo brasileiro na véspera são um "desenvolvimento positivo" e mais equilibradas do que as propostas anteriores, que lidavam basicamente com
medidas do lado da receita. No campo externo, a proximidade da reunião do Fed gerou cautela. As turbulências financeiras recentes originadas por
temores de desaceleração da China lançaram dúvidas sobre a perspectiva de início do aperto monetário nos EUA, que pode atrair recursos aplicados
atualmente em outros países. Operadores, no entanto, atribuem uma chance menor de que isso se confirme. A alta recente da moeda norte-americana
reacendeu nas mesas de câmbio o debate sobre a intervenção do Banco Central, uma vez que o fortalecimento do dólar tende a pressionar a inflação, ao
encarecer importados.
Mercado Interno
No Brasil, a forte valorização do dólar frente ao real seguiu colaborando para formação de preços firmes no mercado interno. A demanda por milho nos
terminais brasileiros continua muito atrativa. Em alguns portos, foram realizados negócios entre R$34,00/saca e R$36,00/saca, dependendo do prazo para
embarque e pagamento. A programação de embarque para setembro e outubro estão abarrotadas, mas os problemas de infraestrutura ainda prejudicam
um ritmo mais forte dos embarques semanais. As tradings procura acelerar o escoamento da produção e dão preferência pela fixação de negócios para os
meses de novembro e dezembro. No interior do país, embora as tradings ainda operaram com valores maiores que os oferecidos pelos compradores do
mercado interno, os preços seguem firmes e remunerando bem os produtores. As indicações de compra para lotes disponíveis foram balizadas
positivamente pela firme demanda por parte do setor de proteína animal, o qual também é beneficiado pelo forte fluxo das exportações em 2015. De certa
forma, a oferta abundante de milho no mercado doméstico tem limitado a pressão altista, mas a dinâmica dos acordos ainda é favorecida por preços mais
elevados. No Sul, o mercado voltou a operar em alta, com compradores buscando garantir ofertas do grão diante da perspectiva de queda na área plantada
com milho na safra verão. Semelhantemente, no Sudeste, o mercado segue com demanda firme e preços em elevação. No Centro-Oeste, mercado spot
calmo e foco nas operações antecipadas, visando lotes da safra 2015/16.
Comentários
Nesta terça-feira, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgou seu relatório trimestral de estatística da produção pecuária no país, onde
os dados divulgados pelo órgão governamental corroboraram um forte crescimento no abate de frango e suíno, importantes cadeias consumidoras de
milho e farelo de soja. De acordo com o IBGE, o abate de suínos no Brasil no 1º semestre de 2015 foi de 18,87 milhões de cabeças, registrando recorde desde
que se iniciou a pesquisa, em 1997. Esse resultado representa aumentos de 5% em relação ao 1º semestre de 2014. Já em relação à avicultura, no 1º semestre
de 2015, foram abatidas um recorde de 2,76 bilhões de cabeças de frangos, um aumento de aproximadamente 4% em relação período análogo de 2014.
Neste contexto, o setor de alimentação animal do Brasil revisou sua projeção para a produção de rações em 2015 para 67,1 milhões de toneladas, prevendo
um crescimento de 3,2% frente a 2014. De acordo com dados do Sindirações, apenas no primeiro semestre de 2015, houve um incremento de 2,2% na
produção de rações elaboradas basicamente com milho e farelo de soja, para 32,2 milhões de toneladas, depois que o país colheu uma safra recorde na
temporada 2014/15. Segundo o vice-presidente-executivo do Sindirações, Ariovaldo Zani, a atividade pecuária, para a produção de carnes, ovos e leite,
"continua resistindo à crise". Em nota, o vice-presidente destacou que os embarques de carne de frango do Brasil têm sido impulsionados pelos embargos
dos tradicionais clientes dos EUA, onde vinte e um Estados norte-americanos sofrem com a epidemia da gripe aviária que já sacrificou mais de 48 milhões
de aves, e pela abertura de novas oportunidades e ampliação no comércio junto ao Brasil. Para a suinocultura, a recuperação das exportações da carne e a
maior procura no mercado doméstica nacional por causa dos elevados preços da carne bovina potencializaram os abates de suínos e estimularam a
demanda por ração. Neste contexto, apesar da produção recorde de milho e soja, os preços dos grãos e derivados seguem elevados, mas o alivio no custos
da cadeia de proteína animal se deve ao firmeza dos preços pagos aos produtores.

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