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Boletim Diário do Milho | Assovale - Associação Rural Vale do Rio Pardo

Boletim Diário do Milho

Bolsa de Chicago (CBOT)
Os contratos futuros de milho negociados em Chicago registraram ganhos mais consistentes no encerramento da sessão desta segunda-feira. O vencimento julho/15 registrou ajuste positivo de 6,25 centavos de dólar, a US$4,33½/bushel, ao passo que o vencimento setembro/15 registrou ganho diário de 6 centavos, a US$4,40¾/bushel. O mercado do cereal ainda tem repercutido os recentes dados publicados pelo USDA que passou a trabalhar com um cenário um pouco menos confortável. De certa forma, os boletins meteorológicos passaram a ditar o comportamento dos preços ao passo que a demanda crescente pelo cereal tem dado suporte adicional aos valores futuros do grão. O mercado ficou em tom de espera por novas informações relacionadas as condições de lavouras nos EUA com perspectivas de que as perdas na safra norte-americana podem ser maiores. Paralelamente, o anuncio de um pacote de ajuda financeira à Grécia por parte dos chefes de Estado da Zona do Euro também trouxe alivio ao mercado financeiro, condição desencadeou um movimento de recompra de posições por parte dos fundos de investimentos. Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F) Os contratos futuros de milho negociados na BMF&Bovespa registraram ganhos nesta primeira sessão em função da firmeza da paridade de exportação no Brasil. O vencimento setembro/2015, o qual baliza os contratos com lotes da segunda safra brasileira encerrou o dia cotado a R$28,54/saca, com alta de 0,21% em relação ao fechamento da sessão de quarta-feira, ao passo que o vencimento janeiro/16, registrou ganho de 0,17%, a R$30,32/saca. Apesar da queda acentuada no dólar, os ganhos acumulados nos preços do cereal na bolsa norte-americana ainda resulta numa boa formação para a paridade de exportação do milho brasileiro, condição que eleva a expectativa de grandes embarques para o mercado externo num momento de estoques abundantes no país. O mercado também teve suporte no excesso de chuvas no país, o que deverá a qualidade de algumas lavouras. Dólar (US$)
O dólar registrou forte baixa sobre o real nesta segunda-feira, após recuar mais de 2% na sessão passada, com operadores citando vendas concentradas à tarde por exportadores para aproveitar o patamar elevado da divisa norte-americana. Na primeira metade do pregão, o dólar foi chegou a ser negociado com alta de 0,60% - máxima de R$3,18 - com os investidores recebendo bem o acordo sobre novo resgate para a Grécia, mas ponderando que os problemas entre Atenas e seus credores ainda não foram completamente resolvidos. A moeda norte-americana caiu 0,96%, a R$3,1308 na venda, acumulando queda de 3,24% nas últimas duas sessões. Apesar de ter caído 2,3% na sexta-feira, antecipando um acordo de líderes da zona do euro sobre a Grécia, a moeda norte-americana ainda acumulava alta de 1,7% neste mês até a sessão passada, rondando as máximas em três meses, o que abriu espaço para vendas de dólares, segundo operadores. Líderes da zona do euro chegaram a um acordo que fará a Grécia ceder grande parte de sua soberania à supervisão externa em troca de resgate de 86 bilhões de euros, que manterá o país dentro do bloco monetário. Mas o documento ainda é sujeito a aprovação parlamentar e o resgate só acontecerá se o premiê Alexis Tsipras implementar diversas reformas impopulares dentro de um cronograma apertado. Internamente, o mercado também se concentrou em possíveis mudanças nas metas fiscais do governo brasileiro, especialmente levando em conta que nesta quarta-feira a agência de classificação de risco Moody's dá início a visita ao país. A expectativa do mercado é que a Moody's rebaixe o Brasil em um degrau, a "Baa3", última classificação dentro do grau de investimento e em linha com a Standard & Poor's e a Fitch. Mas investidores temem que a agência também atribua perspectiva negativa à nota. Segundo analistas, esse cenário seria mais provável se o governo reduzir o objetivo fiscal para o ano que vem, enquanto uma piora na meta para este ano já é esperada pelos agentes econômicos. Mercado Interno
No Brasil, a queda acentuada do dólar nesta segunda-feira deixou os agentes do mercado mais cautelosos em suas processos de compra. Mesmo diante da manutenção da valorização do cereal no mercado internacional, os perdas acumuladas na divisa norte-americana anularam a formação de preços mais firmeza para vendas antecipadas visando o mercado externo. Exportadores sinalizaram valores mais baixos, condição que elevou o spread entre os preços pedidos pelos vendedores. Neste contexto, a liquidez diminui diante da menor participação das tradings. Os preços ainda se mostraram remuneradores em termos de margens de venda, mas os exportadores limitaram as compras. Por sua vez, no mercado doméstico os preços também apresentaram um pouco mais frágeis em algumas regiões. Porém, nestes locais, não houve fluxo de negócios. De certa forma, o excesso de umidade em algumas praças tem prejudicado a colheita da segunda safra ao mesmo tempo que gera preocupações com relação a qualidade do grão colhido. Com a menor atuação dos vendedores, os preços acabaram se sustendo. Em estados que dispõem apenas de ofertas da safra verão, os preços estão mais firmes, com firmeza dos preços no interior gaúcho e paulista. Comentários
O fluxo das vendas externas brasileiras de milho foram pouco representativo na segunda semana de julho. De acordo com dados divulgados pela Secretária do Comércio Exterior (SECEX), foram embarcadas 4,7 mil toneladas do cereal no período, resultando que elevou o acumulado do período para 67,7 mil toneladas, o que chega a ser um navio panamax que comporta 65 mil toneladas em média. O montante embarcado resultou num fluxo médio diário de 8,5 mil toneladas. O resultado representa um recuperação no ritmo diário dos embarques frente a junho passado quanto resultaram em 6,5 mil toneladas, mas 67,1% inferior a igual período de 2014. Apesar da recuperação dos embarques, o fluxo ainda é pouco representativo, sobretudo num momento onde o país passa a depender de forma decisiva das exportações a fim de diminuir os elevados estoques nacionais. O que realmente pesa no fraco fluxo das exportações são as limitações estruturais, visto que a pauta das exportações fica para o complexo soja que associado ao atraso desses carregamentos ajudou a impactar o fluxo de embarque de milho. Mas a expectativa é que a partir do segundo semestre de 2015, o volume de exportações de milho registrado no Brasil possa aumentar, porém o desempenho vai continuar a depender do comportamento cambial e dos preços do cereal no mercado externo, porque os EUA possui bons volumes do grão estoques. Atualmente, às oscilações do dólar frente ao real tem ditado o fluxo de compra e venda no país. Talvez com a queda recente nos fretes rodoviário no Brasil assim como nos fretes marítimos para os principais destinos do milho brasileiro, qualquer melhora na taxa cambial ou aumento nos preços externos no milho garantiriam uma maior participação do produto no cenário externo. Para a temporada 2014/15, as exportações brasileiras de milho deverão somar volumes entre 26 e 27 milhões de toneladas, superior ao ciclo anterior (20,9 milhões de toneladas).

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