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BOLETIM DIARIO DO MILHO | Assovale - Associação Rural Vale do Rio Pardo

BOLETIM DIARIO DO MILHO

Bolsa de Chicago (CBOT)
Os contratos de milho negociados na bolsa de Chicago deram continuidade aos movimentos de baixa verificados na sessão anterior ao encerrar mais um
pregão com perdas generalizadas nesta quarta-feira. A posição mais ativa, vencimento julho/15, registrou recuo diário de 2,0 centavos de dólar, cotado ao
final do dia a US$3,60/bushel ao passo que o contrato com vencimento em setembro/15 encerrou o dia com baixa de 2,5 centavos de dólar, cotado ao final
do pregão a US$3,66¾/bushel. As boas condições climáticas na maior parte das áreas produtoras do Meio Oeste norte-americano serviram de base para
os movimentos de liquidação de posições. Porém, as quedas ainda ganharam fôlego pela perspectiva de redução da demanda norte-americana por
milho diante dos problemas enfrentados pela cadeia de proteína animal nos EUA (gripe aviária e diarreia suína) assim como pelos impactos gerados
pela firmeza do dólar frente às demais moedas que poderá afetar o fluxo das exportações norte-americanas.
Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F)
Os contratos futuros de milho negociados na BM&Fbovespa registraram pequenas variações no encerramento da sessão desta quarta-feira. Apesar dos
impactos negativados na paridade de exportação do cereal no Brasil em função das quedas do dólar e fragilidade dos preços internacionais do cereal, o
mercado registrou estabilidade. O vencimento julho/2015, referência para o mercado disponível, terminou o dia inalterado, cotado a R$26,29/saca ao
passo que o vencimento novembro/15, que baliza os contratos com lotes da segunda safra, registrou ganho de 0,34%, cotado ao final do dia a
R$26,89/saca. Os agentes do mercado passaram a acompanhar o desfecho climático sobre as área de milho inverno no Brasil. Caso o clima continue
muito chuvoso em algumas regiões, o potencial das lavouras poderá ser afetado de forma negativa. Vale ressaltar que os futuros estão bem distantes da
paridade para entrega setembro.
Dólar (US$)
O dólar recuou nesta quarta-feira, após o Congresso Nacional dar mais um passo na aprovação das medidas de ajuste fiscal e a ata da última reunião do
Federal Reserve reforçar as apostas do mercado de que o aperto monetário nos EUA não deve iniciar em junho. A moeda norte-americana fechou em
queda de 1,24%, a R$3,0035 na venda, após atingir R$2,9976 na mínima da sessão. A Câmara dos Deputados aprovou na véspera o texto-base da
medida provisória 668, que eleva as alíquotas de PIS e Cofins para produtos importados. Outros destaques da MP devem ser analisados nesta quartafeira.
Somente após a análise da emendas, a matéria será encaminhada para apreciação do Senado Federal. Investidores têm recebido bem as medidas
de ajuste das contas públicas propostas pelo governo, em meio ao quadro de inflação elevada e contração econômica. Na maior parte do dia, no entanto,
investidores relutaram em trazer o dólar muito para baixo, com medo de a ata da última reunião do Federal Reserve, divulgada à tarde, contrariar as
expectativas do mercado e sugerir que a alta dos juros poderia vir em breve. O documento, no entanto, mostrou que muitas autoridades veem chances
pequenas de o aperto monetário ter início em junho, sem trazer grandes novidades. Números mistos sobre a economia dos EUA têm levantado dúvidas
sobre quando terá início o aperto monetário na maior economia do mundo, que pode atrair para lá recursos atualmente aplicados em outros mercados.
Mercado Interno
No Brasil, o volume de negócios segue com pouca expressividade. O fraco interesse compra tem gerado uma enorme disparidade entre os preços
pedidos pela ponta vendedora, o que acaba por prejudicar o andamento mais consistente dos negócios. Neste contexto, as comercializações evoluem de
forma esparsa entre as principais regiões do país. As indústrias, cervejarias, integradores e fábricas de ração buscam efetivar acordos apenas para garantir
minimamente seus abundantes estoques dando interesse apenas em efetivar novos acordos a valores mais baixos. Em mais algumas semanas, o
mercado será inundado de ofertas de milho inverno com a colheita iniciando nos Estados do Paraná, Goiás e algumas regiões do Mato Grosso. Os
vendedores, com necessidade de abrir espaço em seus armazéns acabam optando por realizar mais algumas vendas, condição que acaba possibilitando
brechas para quedas. Por outro lado, as margens de venda ainda se mostram remuneradoras, sobretudo se for considerado os elevados índices de
produtividade da safra de milho verão em alguns estados. O referencial Campinas segue cravado em R$25,00/saca. Em relação as vendas antecipadas,
apesar do dólar fragilizados e da desvalorização do milho no mercado externo, os produtores chegaram a efetivar mais alguns negócios isolados no
Centro-Oeste. Nas zonas portuárias do país, a indicações de compra para lotes com entrega e pagamento programados a partir de setembro passou para
R$27,00/saca e R$27,50/saca.
Comentários
A poucas semanas de se iniciar a colheita da segunda safra de milho, as vendas antecipadas de milho não deixaram de surpreender nesta temporada,
condição que demonstra a evolução do setor em aproveitar os bons momentos para fazer caixa e amarrar custos. Num levantamento realizado pela
Informa Economics FNP, estima-se que até o final do mês de maio, os produtores já terão comercializado cerca de 40% da produção de milho inverno.
Dentre os estados onde os índices de venda antecipadas já superaram mais da metade da produção estimada, destaque para o Mato Grosso e Goiás.
Antes mesmo do plantio ser iniciado no mês de janeiro, os produtores de ambos os estados já recebiam ofertas de compra e não perderam tempo em
calcular seus custos e fixar tais acordos. Em Goiás, houve registro de negócios que foram efetivados entre R$21,00/saca e R$22,00/saca nos meses de
fevereiro e março, bem acima do preço mínimo estipulado pelo governo para o ano, em R$17,50/saca. Mesmo atualmente, foram fixados acordos entre
R$18,00/saca e R$18,50/saca. No Mato Grosso, a variação é maior, com negócios que oscilaram entre R$15,00/saca e R$18,00/saca entre os meses de
janeiro e início de abril, muito acima do preço mínimo para o estado, em R$13,50/saca. Os estados de Mato Grosso e Goiás deverão iniciar a colheita na
primeira semana de junho com 52% e 54% da safrinha comercializadas, respectivamente. Nos estados do Mato Grosso do Sul e Paraná, as vendas
também evoluíram bem, apesar da cautela dos produtores em função dos riscos climáticos que é submetida as lavouras destes estados. Ainda há
preocupações com o excesso de umidade, mas tudo indica que a produção deste ano será satisfatória. Os produtores do Mato Grosso do Sul deverão
encerrar o mês de maio com 35% da safrinha negociada ao passo que o do Paraná com 20%. Apesar de um dólar volátil, o atual patamar ainda favorece
uma participação ativa das exportações brasileiras, as quais deverão somar mais de 21 milhões nesta temporada em função da competitividade do
produto brasileiro.

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